HOMOFOBIA EM FOCO: DESEJOS E TABUS

HOMOFOBIA EM FOCO:  DESEJOS E TABUS 
Até bem pouco tempo, o homossexualidade era considerada uma doença, um desvio de comportamento, alvo da psiquiatria. Hoje não se julga homossexualismo como uma doença ou desvio de comportamento, mas sim como uma “preferência” sexual.
Até uma década  atrás , conta  o  presidente  do  conselho,  era comum psicólogos  oferecerem  tratamentos para  homossexuais, como se isso fosse um problema comportamental. Hoje, explica, os profissionais brasileiros entendem que a escolha homoafetiva faz parte da  experiência humana e deve ser considerada   uma orientação (AGENCIA AIDS, 2009).

Estudos sócio-psicológicos têm mostrado que a homossexualidade é na verdade uma tendência que se tem ou não, e não uma opção sexual, haja visto que a grande maioria dos homossexuais, tanto masculinos quanto femininos, optaria por ser heterossexual se isso fosse uma opção, se pudesse escolher a que sexo direcionar seu desejo.
Muitas hipóteses têm sido formuladas para explicar esta inclinação sexual. Tem-se buscado suas causas em fatores hormonais, em problemas familiares, devido a um relacionamento não equilibrado com o genitor do mesmo sexo ou do sexo oposto, como por exemplo, mãe dominante, pai ausente ou frágil, etc., ou então em transtornos psicológicos e mesmo uma determinação genética.Todavia nenhuma destas teorias tem comprovação científica, e por tanto não há resposta definitiva para esta pergunta.
Apesar de todos os avanços que a sociedade moderna teve a respeito do tema nos últimos tempos, ainda hoje o homossexual enfrenta muitos preconceitos, como qualquer grupo que seja diferente da maioria em um determinado aspecto. A homossexualidade ainda é vista como antinatural e ruim. Não é vista apenas como diferente, não necessariamente melhor ou pior; é visto como signo de vergonha e pecado. Esta reprovação social gera muitas dificuldades para os homossexuais, primeiro para que aceitem a si mesmos e para sua convivência com a sociedade como um todo.

O Programa de Combate à Violência e à Discriminação contra GLTB(Gays, Lésbicas,Transgêneros e Bissexuais) e de Promoção   da Cidadania de Homossexuais   “Brasil  sem Homofobia”,  é  uma  das  bases  fundamentais  para  ampliação  e  fortalecimento do exercício  da  cidadania  no  Brasil.  Um verdadeiro marco histórico na  luta  pelo  direito  à  dignidade  e  pelo respeito  à  diferença.  É o reflexo da consolidação de avanços políticos, sociais e legais tão duramente conquistados.
(Brasil sem  Homofobia  Programa  de  Combate  à  Violência   e à  Discriminação  contra   GLTB  e  de   Promoção  da   Cidadania Homossexual / Nilmário Miranda -Secretário Especial dos Direitos Humanos).    

                            Esse direito tem conquistado seu espaço na sociedade as duras penas em uma sociedade falso-moralista. Mas na realidade, muitos de nós podemos nos sentir atraídos por pessoas do mesmo sexo, sem que por isso sejamos homossexuais. É completamente natural experimentar desejos ou fantasias sexuais com amigos ou amigas do mesmo sexo, na adolescência. À medida que se vai crescendo, as atrações, emoções e sentimentos evoluem até que se tenha interesse exclusivo pelo sexo oposto ou não.
                            A maioria dos homens e mulheres sentem-se atraídos por pessoas do outro sexo. Este comportamento sexual onde o homem se relaciona com mulher e vice-versa é o mais comum, seguindo as normas biológicas e sociais e é chamado heterossexual. No entanto, algumas pessoas têm atração sexual e vivem sua realidade preferencialmente ou exclusivamente com pessoas do mesmo sexo. Estas pessoas são chamadas homossexuais. Tanto homens quanto mulheres podem ser homossexuais.
                            É na adolescência que se definem as preferências sexuais. Durante a adolescência é frequente e normal ter-se uma intensa amizade com pessoas do mesmo sexo e mesma idade, e podem acontecer experiências homossexuais ou pode ocorrer que se adote comportamentos efeminados (os meninos) ou masculinizados (as meninas).
A palavra homofobia é composta pelo prefixo  homo, que significa igual, e a expressão fobia, que tem origem no vocábulo grego phobos e quer dizer medo. Este termo foi utilizado primeiramente pelo psicólogo George Weinberg, em 1972, cuja definição pode ser resumida ―[...]  como uma aversão ou medo irracional de homossexuais‖ (NUNAN, 2003, p.78).
Em nossa sociedade a homofobia em relação ao homem gay é mais expressiva em relação as outras orientações sexuais pela história cultural da subordinação das mulheres ao sexo masculino.
                            Na escola a homofobia se manifesta através de agressões verbais, físicas ou vindas de estudantes que resistem ao direito do próximo. Isso tem resultado em uma evasão escolar desses estudantes que fazem sua opção por uma pessoa do mesmo sexo e que vivenciam esse conflito com sua identidade sexual.
Nesse momento a escola deve agir auxiliando esses adolescentes em suas escolhas e em suas descobertas.
A proposta é a realização de uma campanha denominada Homofobia em foco – Desejos e tabus, aberta não só para a escola mas também para a comunidade, sendo o nosso público alvo nossos alunos, professores, funcionários e as famílias dos nossos alunos.
Neste dia seriam ministrados palestras com os profissionais da área da saúde como ginecologistas, urologistas, sexólogos e psicólogos especializados no assunto quando abordado em família. Teremos também oficinas temáticas para explorarmos os assuntos abordados. Estes serão sempre para informar, educar, conscientizar e esclarecer dúvidas sobre sexo em geral, mas especialmente sobre a homofobia.

Porém professores e funcionários teriam palestras em dias separados e periodicamente afim de serem capacitados a lidar com situações diárias em sala de aula, dentro e fora da escola.

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Olá, eu sou Andréia estou no 3° semestre de Pedagogia na UNOPAR, e amo educar!